Sindicatos debatem Campanha Salarial 2011

O Sindicato dos Comerciários de Salvador em parceria com o Sindicato dos Comerciários de Lauro de Freitas e o Centro de Estudos Sindicais e Sociais da Bahia (CES-Ba) realizaram no dias 26 e 27 de novembro o Seminário de Planejamento da Campanha Salarial 2011, que também contou com a presença de representantes do Sindicato dos Comerciários de Castro Alves. O evento aconteceu no Hotel Amaralina Apart e teve o apoio do Dieese Bahia, através do Coordenador Técnico José Silvestre e da Supervisora Técnica Ana Jorgina, que debateram com os dirigentes sindicais os aspectos da conjuntura política e econômica que influenciarão as negociações coletivas nos próximos anos.

Na abertura, Jaelson Dourado, Presidente do Sindicato dos Comerciários de Salvador, Reginaldo Oliveira, Presidente da Federação do Comércio da Bahia (FEC-BA) e Euridéia Mendes (Presidente do Sindicato dos Comerciários de Lauro de Freitas) falaram do objetivo do evento e suas expectativas para a campanha salarial do próximo ano. “Nosso objetivo é planejar a campanha salarial nesse novo momento da vida nacional para os trabalhadores e trabalhadoras. Com a perspectiva de crescimento econômico, de 7,5% no Brasil e em torno de 10,5% ou 12% no comércio baiano, nossa expectativa é ampliar os direitos e conquistas dos comerciários. Vamos ousar e ir à luta, para aproveitar o bom momento econômico e a ampliar as conquistas para todo o estado com a FEC-BA. Vamos precisar do empenho de todos os dirigentes para realizarmos uma boa campanha salarial”, afirmou Dourado.

“É importante a unidade da categoria e dos sindicatos no estado para obtermos novas vitórias. Lauro de Freitas já tem uma lei para os domingos (aprovada em 24/11), isso vai ajudar nas negociações”, completou Euridéia. Para Reginaldo Oliveira, o encontro é fundamental para garantir que as conquistas sejam ampliadas. “Vivemos um momento importante no Brasil e na Bahia. O seminário vai discutir a realidade do estado para preparar as nossas ações. As nossas decisões terão papel estratégico na luta da categoria na Bahia no próximo ano. O avanço do capitalismo gerou crescimento econômico nas cidades de todo porte, portanto, a FEC-BA terá o papel de unificar os sindicatos para que as conquistas atinjam um maior número possível de comerciários em todo o estado”, afirmou.

De acordo com dados do Dieese, o comércio é o 2º maior empregador na Bahia, com 18% da força de trabalho, perdendo apenas para o setor de serviços. Só em Salvador são 122 mil trabalhadores com carteira assinada. “É importante chamar atenção para a política do salário mínimo que é extremamente positiva, inclusive para a trajetória dos pisos salariais das categorias, principalmente dos comerciários de Salvador. É possível, a julgar pelo desempenho do setor no Brasil e no estado, que haja um reajuste melhor, um ganho real nos salários e no piso da categoria”, afirmou Silvestre.

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