Situação dos casarões de Salvador é discutida com ministro da Cultura

Na ocasião, Alice expôs a sua surpresa e indignação em relação às demolições que aconteceram sem um prévio debate com a sociedade. Ela buscou uma explicação por parte do ministro acerca do fato. Segundo Juca e a presidenta do Iphan, as demolições aconteceram com base em laudo técnico, cumprido pela Prefeitura Municipal e Iphan local.

A deputada questionou se não teria sido menos traumático para o patrimônio retirar as pessoas do local e escorar as fachadas, impedindo assim o vazio paisagístico que decorreu da demolição e para não por em risco o título dado pela Unesco à cidade.

De acordo com Juca Ferreira, não há nenhum projeto do Iphan para criar um receptivo turístico onde foram derrubados os casarões na Ladeira da Montanha. O que há é um projeto de reestruturação dos arcos da Ladeira da Montanha, sob responsabilidade do governo da Bahia. O projeto garante que os artesãos, que hoje habitam e trabalham nos arcos, voltarão para o local após a reestruturação arquitetônica.

Alice questionou a presidenta do Iphan e o ministro Juca sobre novas demolições, mas eles informaram que não há nenhuma outra demolição prevista. Mas Jurema de Sousa alertou que hoje há pelo menos 1.400 edifícios em estado de ruínas no Centro Histórico de Salvador e que já foram usados R$ 17 milhões no escoramento de imóveis antigos.

A deputada fez uma proposta que foi muito bem recebida pelo ministro. A ideia apresentada por ela é de se buscar o governo do Estado e a Prefeitura Municipal de Salvador a fim de se criar um organismo ou um grupo de trabalho, a partir de uma portaria interministerial nas três esferas do poder público, para se buscar um projeto uno para o Centro Histórico.

O projeto deve ser feito em etapas para a preservação do patrimônio histórico e que tenha como base a manutenção das populações e a readequação de moradias. Juca ficou inclinado com a proposta e garantiu que buscará um entendimento com o governador da Bahia. A proposta será colocada em discussão na audiência pública a ser realizada na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, no dia 15/9.

Fonte: Ascom Alice Portugal

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