Só os serviços crescem mais que o PIB

Nos quatro anos e um trimestre desde o início da turbulência internacional, o PIB do setor de serviços aumentou 11,6%, enquanto o PIB brasileiro cresceu 9,3%, revela um estudo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). No mesmo período, a indústria avançou apenas 2%, e a agropecuária ficou praticamente estagnada – queda de 0,1%.

O resultado do PIB de 2012, divulgado na sexta-feira, confirmou o crescimento mais forte do setor de serviços, com alta de 1,7% no acumulado de 2012 ante 2011. A indústria recuou 0,8%, e a agropecuária, afetada por problemas climáticos e barreiras sanitárias, caiu 2,3%.

A reação mais pujante do setor de serviços desde o início da crise é evidente porque todas as atividades apresentaram crescimento. No caso da indústria, a atividade de transformação teve uma queda de 5,9% no período analisado. O que evitou um recuo do PIB total industrial foi o crescimento do setor de construção, que teve alta de 12,1% – vale lembrar que, nos últimos anos, o governo adotou medidas de estímulos para a construção, com o lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida e a desoneração da compra de materiais de construção.

“Do ponto de vista da oferta, somente o setor de serviços respondeu aos estímulos da demanda”, diz Julio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. “A minha expectativa é que o agronegócio se recupere em algum momento, porque esse resultado é fruto de uma reviravolta no setor das commodities. No caso da indústria, parece ser uma coisa mais estrutural.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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