Taxa de desemprego mantém estabilidade na RMS

O contingente de desempregados em fevereiro foi estimado em 303 mil pessoas, mil a menos que no mês anterior. Segundo a SEI, a relativa estabilidade deve-se à combinação entre a saída de 16 mil pessoas da PEA e a eliminação de 15 mil postos de trabalho. No período, o contingente de ocupados caiu 1%, passando de 1.558 mil para 1.543 mil pessoas.

Quanto aos setores de atividade econômica analisados, houve crescimento apenas na indústria de transformação (6 mil ou 4,5%) e relativa estabilidade no setor de serviços (-4 mil ou -0,4%). Houve redução no contingente ocupado no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (11 mil ou 3,6%) e na construção (3 mil ou 2,1%).

Posição na ocupação

Em fevereiro, o contingente de trabalhadores assalariados apresentou pequena variação negativa (6 mil ou 0,6%). O assalariamento teve relativa estabilidade no setor privado (-4 mil ou -0,4%) e declínio no setor público (2 mil ou 1,4%). No setor privado, o número de ocupados ficou em relativa estabilidade entre aqueles com carteira assinada (+2 mil ou +0,2%) e reduziu entre os sem carteira (6 mil ou 5,5%).

Foi registrado declínio no contingente de trabalhadores autônomos (6 mil ou 2,1%) e no de empregados domésticos (3 mil ou 2,5%). O número de ocupados permaneceu estável na categoria outras posições ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros.

Rendimento

No mês de janeiro, o rendimento médio real diminuiu para os ocupados (1,0%) e para os assalariados (1,1%), passando a equivaler a R$ 1.294 e R$ 1.384, respectivamente. No mesmo período, a massa de rendimento médio real decresceu para os ocupados (1,3%), devido à redução do rendimento médio real e, em menor proporção, do nível ocupacional. Entre os assalariados, houve relativa estabilidade (-0,4%), resultado do decréscimo do rendimento médio real, pois o nível de emprego apresentou pequena elevação.

Entre fevereiro de 2014 e 2015, a taxa de desemprego total diminuiu ao passar de 17,7% para os atuais 16,4% da PEA. O resultado deve-se à redução da taxa de desemprego aberto, de 12,8% para 11,3%, já que a de desemprego oculto permaneceu estável em 5,0%. Nos últimos 12 meses, o contingente de desempregados decresceu em 31 mil pessoas. O resultado é consequência da saída de 40 mil pessoas da PEA, número superior ao do declínio do contingente ocupado (9 mil).

Fonte: Classe Politica

 

 

 

 

 

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