Trabalhadores em defesa do emprego e contra a privatização da Ebal/Cesta do Povo

A Ebal é a maior empresa de economia mista da Bahia, que teve faturamento de mais de R$ 600 milhões em 2012 e pode fortalecer a economia baiana. O governo Wagner, com Reub Celestino à frente, conseguiu reerguer a empresa com uma boa gestão, saneou suas dívidas junto aos fornecedores, deixou R$ 40 milhões em caixa e pagou a folha de pagamento sem depender da Secretaria da Administração (Saeb).

No ranking da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), a empresa é a 2ª da Bahia, 5ª do Nordeste e 39ª do Brasil, em termos de faturamento.

Por isso tudo, no entendimento dos trabalhadores, a Empresa pode servir melhor a
população e vender mais barato os produtos da cesta básica.

“Defendemos um novo papel para a Ebal/Cesta do Povo. Ela pode contribuir para o
desenvolvimento da economia baiana, por exemplo, a partir da venda de produtos da agricultura familiar e da pequena e média indústria, além de uma gestão administrativa eficiente para a empresa ser auto-sustentável. Defendemos uma nova empresa, forte e comprometida com o desenvolvimento da Bahia”, diz a nota assinada pelas entidades.

Além de ser uma medida que não leva em conta o papel social da Empresa, a privatização ameaça diretamente os postos de trabalho. Segundo Ivonildes dos Santos Barros, funcionária da loja da Boca do Rio, “o governo está vendendo a empresa como se fosse uma fazenda de porteiras fechadas, onde os trabalhadores são tratados como se fossem os bois”, disse a trabalhadora.

Francis Tavares, presidente da Associação Baiana dos Trabalhadores da Ebal/Cesta do Povo, disse que a grande preocupação é a garantia do emprego. Segundo ele, o reflexo da privatização da empresa pode ser a demissão em massa, prejudicando milhares de famílias baianas. “O sucateamento da empresa leva-nos a pensar que tudo foi armado para construir um ambiente favorável à privatização”, pontuou Francis.

As entidades defendem a manutenção da Ebal como empresa pública de economia mista, com a manutenção dos empregos, modernização tecnológica e, especialmente, o fortalecimento da empresa.

Por Sônia Corrêa – Ascom Sindicom

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