Trabalhadores protestam no CAB contra a privatização da Ebal e defendem a manutenção do emprego

De acordo com o presidente da Associação Baiana dos Trabalhadores da Ebal/ Cesta do povo (ABTEC), Francis Tavares, a categoria não vai aceitar o golpe. “Trabalhadores de todo o estado estão unidos, mais de 20 municípios está aqui presente para mostrar para o governador que a Ebal precisa ser reestruturada e não privatizada. Vamos lutar pela garantia dos nossos empregos”, declarou.

Segundo ele, o golpe contra os trabalhadores foi premeditado. “O presidente da Ebal chegou em 2012 com o objetivo de privatizar. Isso para a gente não é surpresa. Ele alega que o problema é de muitos anos atrás, mas nós sabemos que ele agravou o problema: sucateou e aumentou as despesas da folha de pagamento e agora tá querendo justificar a privatização. O governo precisa nos ouvir. Demissão em período de crise econômica é crueldade”, concluiu.

Os trabalhadores têm até o dia 06 de Novembro para apresentarem uma contraproposta. Tempo que para o presidente da Federação dos Comerciários da Bahia (FEC-BA), Reginaldo Oliveira, é muito curto. Segundo ele, a luta é política e a categoria precisa se organizar para fazer o enfrentamento e reverter à situação.

“Essa audiência foi para apresentar o formato de venda da empresa. Deu ciência de como vai ser. A gente precisa articular com os deputados de oposição ou situação para fazer uma audiência na Assembleia Legislativa com o presidente da Ebal e secretários de trabalho. O presidente foi colocado com o objetivo de desmoralizar e privatizar a empresa. Essa é uma batalha importante. Se tivermos união podemos barra essa decisão arbitrária. Temos que correr”, enfatizou Oliveira.

Para evitar as vaias da multidão que protestava na frente da Secretaria, Eduardo Sampaio tentou sair despercebido pelos fundos, porém não deu certo. Houve correria e o presidente foi chamado de ladrão e traidor. Ele entrou as pressas no carro sem dar uma palavra o que revoltou ainda mais a categoria que seguiu para frente da Assembleia para mobilizar os deputados.

Decreto

O Decreto autorizando a privatização foi assinado no dia 02 Outubro e teve como base a avaliação econômica e financeira feito pela empresa Price. No período, o presidente da Ebal disse que a Cesta do Povo pode triplicar suas vendas com a privatização e afirmou que o governo não se compromete com a manutenção de todos os postos de trabalho.

“Quem comprar assume todos os empregados e vai decidir quem fica e quem sai. O governo vai determinar um percentual de postos que o novo dono deve manter. Sem as travas do setor público, com liberdade, a empresa vai poder fechar e abrir lojas. Mas, para vender mais, ampliar os negócios será preciso um maior número de empregados”, disse.

Fonte: FEC Bahia

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